ESTUDO GERAL DO SETOR BANCÁRIO NO BRASIL

ESTUDO GERAL DO SETOR BANCÁRIO NO BRASIL

Neste estudo, analisamos a estrutura global e particular do setor bancário no Brasil. Trata-se de um setor estratégico, marcado por elevada centralização e por um papel decisivo no modo como o país se insere, de forma subordinada, na divisão internacional do trabalho. Para alçarmos suas principais particularidades – especialmente sob a ótica do trabalhador bancário – organizamos a análise em cinco capítulos.


No primeiro capítulo, o estudo compara o Itaú Unibanco, maior banco em atuação no país, com 31 dos maiores bancos do mundo. São apresentados os dados de ativos totais, que permitem medir o tamanho econômico desses gigantes financeiros, e analisadas três fases distintas dos últimos vinte anos: a expansão acelerada até a crise de 2008, o período de estagnação e reorganização regulatória até 2019 e o novo salto pós-pandemia, quando as injeções de liquidez estatal e a expansão do crédito, em especial na China, fizeram os ativos e as margens de lucro voltarem a crescer. Em paralelo, discute-se no capítulo a taxa de lucro operacional, as políticas dos grandes bancos diante das crises e a evolução do emprego e da remuneração média no setor, situando o Itaú nesse quadro internacional e destacando as tendências que pressionam emprego e salários em escala global.


O Capítulo dois apresenta a análise geral do capital bancário no Brasil desloca o foco para os 20 maiores bancos que atuam no país, examinando o volume de ativos e a centralização crescente do capital bancário brasileiro. A partir dos balanços consolidados, o estudo acompanha a trajetória dos principais bancos nacionais entre 2012 e 2024, com base no total de ativos. Em seguida, o capítulo aprofunda a análise sobre receitas, lucros e distribuição do valor adicionado, decompondo o que fica com salários, impostos, juros pagos a terceiros e remuneração do capital próprio, e mostrando como essa estrutura global de resultados se traduz na realidade brasileira.


No Capítulo três, um raio-X nos principais bancos brasileiros, o estudo passa a observar banco a banco, utilizando uma bateria de indicadores voltados diretamente à realidade do trabalho bancário. São examinadas, em primeiro lugar, a produtividade do trabalho (valor produzido por empregado) e sua evolução recente. Em seguida, o capítulo analisa a redução dos empregos diretos nos principais bancos, a taxa de exploração do trabalho (com a decomposição do tempo de trabalho destinado a repor salários e aquele que gera apenas resultados para o capital), o crescimento do lucro líquido ao longo da última década e a distribuição dos dividendos aos acionistas. Esse conjunto de tabelas e gráficos permite visualizar, com detalhes, como cada banco combina aumento de produtividade, enxugamento de pessoal e elevação dos ganhos do capital.


Por fim, o Capítulo quatro apresenta a análise específica dos cinco grandes bancos que estão concentrados em Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, que juntos respondem por mais de 80% do mercado de crédito e controlam parcela decisiva dos ativos do
sistema. Para cada instituição, são organizadas séries históricas de receitas de intermediação financeira, lucros líquidos, massa salarial e dividendos, permitindo comparar o comportamento de bancos estatais e privados em um mesmo período.

 

Confira o estudo completo aqui.

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