ARTIGO – De volta ao passado colonial: a desindustrialização do Brasil

“A decadência da indústria de transformação brasileira e o avanço da agroindústria e da indústria extrativa minerária para exportação são faces da mesma moeda. Veremos que nas últimas décadas houve um deslocamento das multinacionais que dominavam a indústria de transformação brasileira para países da Ásia.

Ao mesmo tempo, o Brasil está se tornando o maior exportador de produtos primários como minério de ferro e grãos, como soja e milho. Nesse processo, a participação do país na indústria de transformação mundial que já foi de mais de 5% (cinco por cento) está hoje em quase 1% (um por cento).

Não é fato simples que estamos diante do menor crescimento da indústria de transformação no Brasil ante o crescimento vertiginoso do agronegócio para exportação e da indústria extrativa minerária.

Pretendemos aqui refletir sobre o lugar que o Brasil ocupa e o que já ocupou na Divisão Mundial do Trabalho, especialmente no processo de industrialização do país e sua dominação pelas multinacionais. Ademais, procuraremos demonstrar, além da questão da soberania nacional, estratégica, também o quão refém o país está da situação do comércio internacional.

Além disso, questões como remuneração do trabalhador, exploração, crise econômica e distribuição do capital produtivo no PIB, são temas que também serão abordados.

Por óbvio, este artigo não se propõe a esgotar o tema. Como veremos, muito pode ser explorado a partir dos apontamentos feitos. O objetivo, contudo, é trazer à tona os principais pontos desse mecanismo e de seus impactos na economia brasileira e, principalmente, na vida dos trabalhadores.

Ademais, vale destacar que o tema realmente merece maiores reflexões já que o governo Bolsonaro já demonstrou que a política aplicada será de mais destruição, de estímulo ao agronegócio e às mineradoras.”

Artigo retirado do Anuário Estatístico ILAESE: Trabalho e Exploração 2019

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