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Análise econômica da LG Electronics e subsidiárias: Impactos econômicos em caso de fechamento da unidade de Taubaté

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“O presente estudo tem por objetivo analisar a situação econômica da LG Eletronics, empresa multinacional sul coreana de produtos eletrônicos, de informação e comunicação.  A empresa atua no Brasil por meio da LG ELECTRONICS DO BRASIL LTDA, sediada em Taubaté-SP desde 1996. Trata-se da maior empresa do setor de eletroeletrônicos da região.

A motivação principal do estudo é o anúncio da Empresa no sentido de encerrar suas atividades em Taubaté-SP, com impactos em toda sua cadeia produtiva e em toda região. Segunda a empresa, a medida é motivada pelo prejuízo global anunciado de cerca de US$ 4,5 bilhões com o comércio de telefones, o equivalente a R$ 24 bilhões em conversão direta. Diante disso, foi anunciado a saída do mercado de celulares e smartfones, com impactos em diversos países do mundo, em particular a própria Coreia do Sul, o Vietnã e o Brasil.

A empresa jamais divulgou seus números relativos ao comércio e produção de celulares no Brasil, no entanto, a unidade de Taubaté LG produz, ainda, notebooks e monitores. Ainda assim, a empresa tomou a decisão arbitrária de encerrar a produção de notebooks e monitores na cidade do interior paulista, transferindo-a para Manaus.

Nas páginas que se seguem iremos analisar as finanças mundiais da empresa, indicando que, além de não passar por uma crise, a empresa vive o seu melhor momento desde a crise econômica de 2008. Nas páginas seguintes, iremos analisar os impactos econômicos no caso de um fechamento da unidade de Taubaté, tanto do ponto de vista do fechamento da sede como de dois de seus principais fornecedores em São José dos Campos e Região.

Veremos que os motivos para a LG ELECTRONICS DO BRASIL LTDA cessar a produção de celulares, vão além dos ditos prejuízos anunciados no segmento. Trata-se de um processo perverso, que é também um projeto das multinacionais que exploraram a mão de obra e as riquezas brasileiras por tantos anos; no caso estudado, por mais de 25 anos. Tal processo diz respeito ao lugar reservado ao Brasil na divisão internacional do trabalho. Estamos assistindo a mais um capítulo do processo de desindustrialização do país, com aval da burguesia e do governo brasileiro, não sem a resistência da classe trabalhadora, que carrega a certeza das nossas potencialidades em produzir sem as amarras das multinacionais.”

Faça o download do estudo completo aqui.

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